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Velejador açoriano termina volta ao mundo em iate ao fim de quase sete anos

Iniciado por Admin, Maio 24, 2025, 01:00:06

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Admin

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O velejador açoriano Norberto Serpa, de 68 anos e 'skipper' de profissão, terminou há dias, na ilha do Faial, a volta do mundo num iate de 16,5 metros, quase sete anos após o início da viagem de circum-navegação.

Conhecido por "lobo do mar", Norberto Serpa cumpriu o sonho de navegar sem destino nem rumo certo, ao longo de mais 50 mil milhas náuticas, numa viagem que começou em novembro de 2018 a bordo do 'Taka III', um veleiro com cerca de 20 toneladas de peso bruto, mas suficientemente ágil e confortável para uma volta ao mundo.

"Fiz várias travessias no Atlântico com outros amigos antes de comprar este barco, mas nunca tinha saído do Atlântico e tinha sempre aquele sonho de um dia ter um barco meu e poder fazer isto", explicou o velejador, em conversa com os jornalistas, após o regresso a casa, na ilha do Faial, onde reside.

Natural da ilha do Pico, Norberto Serpa é proprietário de uma empresa que realiza atividades marítimo-turísticas. Faz mergulho profissional, observação de baleias e golfinhos e ainda realiza estudos sobre biologia marinha, aproveitando os conhecimentos que adquiriu durante os anos em que trabalhou no Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, sedeado na cidade da Horta.

"Apenas entre Bali e Singapura e entre Singapura e Malásia é que andei praticamente sozinho, ao longo de mais de mil e tal milhas. Mas, de resto, fui sempre acompanhado", contou Norberto Serpa, recordando que vários amigos viajaram ao seu encontro para o acompanhar em etapas da viagem.

Da viagem, o velejador trouxe também a convicção de que os Açores estão "muito à frente" em matéria de proteção marinha: "a comparação que eu faço com os Açores é que a gente [os açorianos] está muitos anos à frente em relação ao ambiente, em relação à preservação do nosso ecossistema, e em relação às áreas marinhas protegidas", disse.

De qualquer forma, acrescentou, as autoridades regionais "há muito" também já deviam ter tomado medidas para proteger algumas áreas de pesca nos Açores, como o banco Princesa Alice, situado a sul do Pico, local onde se concentram várias atividades extrativas, em simultâneo, nem sempre devidamente coordenadas e nem sempre com a devida segurança.

"Eu chego ao Princesa Alice e tenho quatro e cinco barcos a fazer mergulho, tenho barcos a pescar de salto e vara, tenho caçadores de caça submarina [...]. Qualquer dia há um acidente e matam dois ou três mergulhadores num instante", advertiu Norberto Serpa.

Embora ainda agora tenha regressado a casa, o velejador açoriano está já a pensar na próxima viagem, sendo que o próximo destino será Florianópolis, no Brasil, conhecida como a décima ilha açoriana.